Pesquisa de clima não é fim, é inteligência para o negócio 

Clima

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Se a pesquisa de clima acontece uma vez por ano e termina com um plano de ação, talvez estejamos usando uma ferramenta estratégica de forma pouco estratégica.  A Gallup aponta que 8 em cada 10 empregados não se sentem fortemente conectados à cultura de sua organização. Entre aqueles que se sentem conectados, a chance de […]

Pesquisa de clima não é fim, é inteligência para o negócio 

Se a pesquisa de clima acontece uma vez por ano e termina com um plano de ação, talvez estejamos usando uma ferramenta estratégica de forma pouco estratégica. 

A Gallup aponta que 8 em cada 10 empregados não se sentem fortemente conectados à cultura de sua organização. Entre aqueles que se sentem conectados, a chance de estarem engajados é 4,3 vezes maior. 

Os dados ajudam a explicar por que ouvir as pessoas importa. Mas existe uma pergunta ainda mais importante: o que fazemos com aquilo que ouvimos? 

Uma estratégia de pesquisas madura começa antes do questionário. Parte dos desafios do negócio e dos direcionadores de Pessoas para definir quais comportamentos, percepções e sinais precisam ser acompanhados. 

Clima, e-NPS, liderança, desenvolvimento, reconhecimento, turnover e absenteísmo, por exemplo, não precisam ser analisados como ilhas. Quando conectados, podem revelar padrões, levantar hipóteses e apoiar decisões. 

É aqui que pesquisas passam a conversar com OKRs de Pessoas: se queremos fortalecer liderança, colaboração ou desenvolvimento, precisamos definir como vamos perceber essa evolução e quais indicadores mostrarão se estamos avançando. 

A Deloitte, em uma pesquisa com mais de 14 mil líderes de 95 países, reforça justamente essa mudança: organizações estão buscando ir além das métricas tradicionais e compreender melhor a relação entre resultados humanos e resultados do negócio. 

No fim, não se trata de pesquisar mais. Trata-se de perguntar melhor, conectar dados e transformar escuta em decisão. 

Porque cultura não se sustenta pelo que a organização declara. Sustenta-se pelo que as pessoas vivem — e pelo quanto somos capazes de perceber, interpretar e agir sobre isso. 

E talvez essa seja a principal mudança de perspectiva: sair do papel de quem mede o clima para ocupar o espaço de quem ajuda a organização a entender como cultura e experiência das pessoas sustentam, ou dificultam, a execução da estratégia. 

– Referências 

Gallup. [Organizational Culture] (https://www.gallup.com/471521/indicator-organizational-culture.aspx) 

Deloitte. [2024 Global Human Capital Trends: Prioritizing human performance] (https://www2.deloitte.com/us/en/insights/focus/human-capital-trends/2024/prioritizing-human-performance.html) 

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1 comentário
Manuela Centeno

Manuela Centeno

Adorei o conteúdo, faz muito sentido!