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A inteligência emocional na liderança: como desenvolver

A inteligência emocional é uma das habilidades mais importantes para o futuro do mundo corporativo, pois integra o autoconhecimento, relações interpessoais e vulnerabilidade. Este é um tema que está em alta, afinal, pessoas vêm percebendo o quanto ser emocionalmente inteligente é essencial para todas as áreas da vida, incluindo na liderança e gestão de pessoas.

Infelizmente, nem todos nós aprendemos a lidar com as nossas emoções, assim acabamos criando alguns vícios de comportamentos e mal olhamos para dentro a fim de entendê-los. Mas a verdade é que inteligência emocional é uma habilidade que pode ser desenvolvida. 

Agora quando olhamos para o mundo corporativo, vemos que o papel do chefe vem mudando. Gestores estão deixando de ser autoritário e se tornando verdadeiros líderes. É nesse cenário que ser emocionalmente inteligente em suas relações entra como uma das mais desejadas soft skills no mercado. Dados da Gallup mostram que uma boa liderança consegue influenciar, engajar e motivar 70% vezes mais dos seus colaboradores. 

Mas a pergunta é: o que é inteligência emocional? Por que é tão importante? Como desenvolver essa habilidade? Bom, é exatamente essas questões que vamos explorar neste artigo. 

O que é inteligência emocional 

O que é inteligência emocional

Esse conceito surgiu pela primeira vez em 1990, pelos pesquisadores Peter Salovey e John Mayer, mas foi estudado por diversos outros psicólogos como Daniel Goleman, que hoje é considerado a pessoa que popularizou o assunto de inteligência emocional e sua importância.  

A inteligência emocional se resume na capacidade que o ser humano tem de lidar com as próprias emoções e com a dos outros à sua volta. Pessoas que são emocionalmente inteligentes conseguem dar nome e sentido aos seus sentimentos e assim, são capazes de lidar melhor com as diversas situações, sem afetar outras pessoas. 

E não é diferente quando falamos de inteligência emocional na liderança. Quando os líderes dão atenção para suas emoções e a de seus liderados, conseguem melhorar o relacionamento da equipe e, consequentemente, evitar grandes problemas de gestão, conflitos interpessoais e situações negativas na empresa. 

Os componentes da inteligência emocional 

Goleman, um psicólogo americano, ajudou a popularizar os quatro principais componentes da inteligência emocional, ou seja, a forma como esse conceito funciona. Todos esses pilares são essenciais para líderes que desejam aprimorar essa soft skill na sua gestão: 

#1 Autoconsciência 

Ser autoconsciente é o primeiro passo, isso significa que, é essencial começar olhando para dentro e dar nome aos seus sentimentos, suas fraquezas e forças. Isso fará com que você entenda de que forma essas emoções afetam as pessoas que estão a sua volta, no caso do líder, a sua equipe. 

Uma forma eficiente de analisar sua autoconsciência é com o feedback 360°, onde você pode se auto avaliar e comparar a sua visão com a do seu time sobre sua gestão. 

#2 Autogestão 

Autogestão é o segundo passo e sua principal característica é gerir seus sentimentos em qualquer situação. Manter em suas emoções em equilíbrio, principalmente em situações estressantes, é essencial no mundo corporativo e na liderança.

Esse componente é um dos mais difíceis para o ser humano, pois muitas das nossas reações são momentâneas, chegando até ser automáticas. Por isso, aprender a parar, respirar e pensar nas suas ações é uma prática que toda liderança inovadora deve começar a fazer.

#3 Consciência social

A inteligência emocional começa com um olhar mais pessoal, porém para dar continuidade a esse desenvolvimento é  preciso olhar para fora. Ter consciência social é aprender entender os sentimentos e as perspectivas da sua equipe, praticar a empatia e assim oferecer um ambiente seguro e inspirador para seus colaboradores.

#4 Gestão de relacionamentos

Pessoas emocionalmente inteligentes são capazes de criar bons relacionamentos com todos, afinal se relacionar bem não significa que amar e idolatrar o outro. Isso também entra como um comportamento da liderança inovadora, que preza pelo bom convívio com seus liderados. 

Quando um líder tem um bom relacionamento com os colaboradores, ele consegue influenciá-los positivamente, motivá-los e resolver conflitos de forma eficiente, aumentando o engajamento e a produtividade da equipe. Segundo artigo da SRHM “The Society for Human Resource Management”, 72% dos colaboradores acreditam que respeito e bons relacionamentos é um dos fatores mais importantes para a satisfação no trabalho.

A inteligência emocional e a comunicação não violenta na liderança 

A falta de inteligência emocional é um grande desafio nas empresas, afinal, o mercado está acostumado com gestores passivos-agressivos que não desenvolveram as competências necessárias para uma gestão de pessoas humanizada. 

Esse cenário é problemático, pois gera uma bola de neve cheia de desafios resultados de uma má gestão. Segundo pesquisa da Mindsight, 61% dos profissionais entrevistados já tiveram problemas com seus líderes, afinal, quem nunca teve? 

Mas a questão é que líderes despreparados causa problemas como a alta rotatividade de colaboradores, queda da produtividade, falta de motivação, situações de burnout, problemas na cultura organizacional, dificuldades em reter talentos, entre muitos outros pontos. E é para evitar esse cenário desastroso que entra inteligência emocional junto com a comunicação não violenta, para evitar situações desgastantes e estressantes.

Bons líderes sabem lidar com seus sentimentos, sabe se comunicar com eficácia e respeito, sem afetar nenhum colaborador de maneira negativa. O desenvolvimento de líderes é essencial para chegar nesse cenário ideal.

Como desenvolver a inteligência emocional na liderança 

Pesquisa publicada pela Exame nos mostra que apenas 36% das pessoas conseguem identificar suas próprias emoções, e que de fato essa competência é considerada rara no ambiente de trabalho. Mas tudo bem, pois é possível desenvolvê-la. 

Assim como vimos acima, ser inteligente emocionalmente começa de dentro para fora em qualquer área da vida. Quando você começar a mudar e entender melhor seus sentimentos, é possível assim, lidar com situações externas, assim temos alguns pontos importantes para te ajudar nesse processo: 

  1. Sair da sua zona de conforto e passar a perceber seus sentimentos. 
  2. Pausar antes de tomar uma ação, pensar e analisar se na situação em que você se encontra e quais as melhores soluções. 
  3. Peça feedback para as pessoas que convivem com você com frequência e veja se condiz com as suas expectativas. 
  4. Não deixe que sentimentos negativos falem por você, procure formas de espairecer. 
  5. Pratique a vulnerabilidade, expresse suas emoções para pessoas de confiança. 
  6. Se coloque no lugar dos seus colaboradores, ouça o que eles precisam falar, seja empático e flexível sempre que possível. 
  7. Pratique a comunicação não violenta em todos os seus relacionamentos do trabalho. 
  8. Prepare-se para lidar com as mudanças no mercado e com conflitos que podem acontecer. 
  9. Cuida da sua saúde mental. 

Benefícios de desenvolver a inteligência emocional

Há diversos benefícios em ser emocionalmente inteligente, mas os principais são:

1# Controle de emoções no ambiente de trabalho

Colaboradores que controlam suas emoções são muito mais intuitivos, equilibrados, e raramente “perdem a cabeça” diante de situações de estresse.Isso torna a tomada de decisões mais simples, o que faz com que os objetivos sejam alcançados de forma mais eficaz.

2# Diminui o estresse

O profissional que tem inteligência emocional, automaticamente tem mais motivação, pois raramente se deixa levar pelo estresse.Em uma empresa, essa aptidão é essencial, já que muitas vezes é preciso lidar com conflitos e pressões no ambiente de trabalho.

3# Melhora nas relações

Ter a inteligência emocional desenvolvida faz com que um colaborador consiga se relacionar de forma saudável com seus colegas e com qualquer pessoa que faça parte da sua rede de contatos no trabalho. O respeito diante das diferenças sempre fala mais alto, e ele tende a agir com mais empatia e compreensão. A partir do momento em que você compreender o que causou tal emoção, e identificar o porquê da sua reação, você conseguirá aos poucos, saber lidar com os seus sentimentos.

Por fim, essa é uma das principais habilidades do líder do futuro, mas para isso é preciso tomar consciência de seu funcionamento emocional para assim lidar com as diversas situações no ambiente corporativo. Quando liderança e inteligência emocional andam de mão dadas, as dificuldades na gestão de pessoas dão espaço para uma cultura organizacional favorável para os colaboradores, para a motivação e produtividade, para a felicidade corporativa e grandes resultados.

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